Extermínio
Negros estão sendo dizimados nas favelas
18 de dezembro de 2010
Segundo pesquisa do Observatório de Favelas, a população negra está sendo chacinada no país.
Segundo o levantamento, o risco de um adolescente negro entre 12 e 18 anos ser assassinado no Brasil é quase quatro vezes maior que o de um garoto branco.
O estudo feito pelo Observatório de Favelas em conjunto com a própria Secretaria Nacional de Direitos Humanos, foi realizado a partir da análise de 266 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. Nele, o IHA (Índice de Homicídios na Adolescência) por cor da pele, com base no ano de 2007, apontou que o risco de assassinato é maior para os negros em quase 80% dos municípios.
Em Maceió (AL), o risco de morte deste grupo chega a ser 53 vezes maior que aquele registrado entre os brancos. O estudo aponta ainda que a chance de morte entre adolescentes do sexo masculino é 9,5 vezes maior que em relação às mulheres de mesma idade. O estudo foi baseado em mortes provocadas por armas de fogos e outros meios violentos.
O estudo conclui que até 2013, o Brasil deve registrar o assassinato de 33 mil adolescentes em todo o país, em sua grande maioria negra.
A pesquisa revela por linhas tortas o que foi transmitido ao vivo pelas emissoras de televisão, onde a suposta “guerra ao tráfico” tinha e tem por finalidade reprimir a população negra e trabalhadora.
De repente, num piscar de olhos, quase meia dúzia de tanques de guerra invadiam as comunidades do Complexo do Alemão e tudo que a polícia fizesse era e é permitido.
Corpos ainda estão desaparecidos, ninguém sabe ao certo quem foram as vítimas da invasão de quase todas as forças armadas brasileiras. Os porcos comeram partes do corpo apodrecido de Davi Basílio Alves, jovem negro de 17 anos assassinado pela polícia na Vila Cruzeiro. Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, Davi era "soldado do tráfico" e seu corpo ficou abandonado "numa rua de terra da Vila Cruzeiro" por quatro dias.
Além dos corpos negros atirados em becos e matagais, há os que desapareceram, recolhidos pela própria polícia, que não tem como provar o envolvimento dessas pessoas assassinadas com o tráfico, e as enterra como indigentes, com a cumplicidade dos IML's. Os presos com vida, chegam mortos nos hospitais com tiros na nuca e sem sinal de resistência. E sempre as secretarias todas dizem que “vão apurar”
Quantos outros tantos negros no Brasil foram e são considerados “soldados do tráfico”? Segundo os dados, pesquisas e levantamentos: todos. E a campanha racista e facínora da imprensa e da direita brasileira no caso do Complexo do Alemão afirma categoricamente e sem qualquer pudor que negro não tem direito algum.
As chacinas e homicídios contra a população negra prosseguem ininterruptamente e sem punição dos porcos fardados, apesar da “demagogia”do governo Lula e dos governos estaduais, que investem em publicidade, turismo, ao preço de negros mortos. Aí está a SEPPIR - Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - que nada falou sobre o assunto, e onde já existe uma briga intensa para decidir quem vai desfrutar essa boquinha inoperante nos próximos quatro anos de Dilma, que, segundo ela mesma, vai investir em repressão policial.
O que as pesquisas demonstram é o que está em andamento há várias décadas ou mesmo séculos. Ou seja, uma tentativa clara que restringir ainda mais os direitos democráticos da população negra, restringindo liberdades como de ir e vir, ou mesmo, quando possível, executá-la impunemente e transmitido em tempo real.
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quinta-feira, 3 de março de 2011
Bacelar cobra políticas públicas para conter matança de jovens negros
O deputado estadual João Carlos Bacelar (PTN) cobrou hoje a ação do Estado para conter a matança - que considerou um verdadeiro genocídio - contra jovens negros pobres, moradores das periferias que ocorrem na Bahia.
Segundo Bacelar, são cerca de mil assassinatos nos primeiros quatro meses de 2010, quase quatro mil no ano passado e 14 mil mortes violentas desde que o governo Jaques Wagner tomou posse.
"Em outras partes do mundo, como a região conflagrada do deserto de Darfur, no Sudão, onde árabes pastoralistas enfrentam agricultores negros, a ONU registrou três mil mortes violentas em 2009, vítimas de uma guerra que levou o presidente do país, Omar Al Bashir a ser indiciado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra, contra a humanidade e genocídio".
"Na Bahia, temos uma média de quatro mil assassinatos por ano e a assombrosa cifra de 14 mil assassinatos nos três anos e quatro meses do governo Jaques Wagner e nada acontece para reverter esse números. Só no último final de semana foram 12 assassinatos de jovens de idades variando dos 17 aos 29 anos, todos negros e moradores de áreas periféricas", protestou Bacelar.
Segundo o deputado, são vítimas que vão engordar as estatísticas do Mapa da Violência 2010 - Anatomia dos Homicídios no Brasil, do Instituto Sangari, que revela de 92% dos homicídios são de homens, a maioria - cerca de 40% das mortes - são de jovens com idades variando entre 15 e 24 anos, negros, pobres e de baixo índice educacional.
"Morrem proporcionalmente duas vezes mais negros do que brancos. Enquanto não houver uma solução para os problemas do jovem, não haverá solução para o problema da violência. E uma dessas soluções passaria pela educação".
"Estão matando os nossos jovens e o governo, ineficiente na área de Segurança Pública, nada faz sequer para minimizar os efeitos da violência, quanto mais na preservação dos jovens. Não há programa eficiente de educação, de lazer, de formação e qualificação profissional do jovem sobretudo carente, não há emprego, não há respeito".
"Não há o que o jovem fazer nas periferias abandonadas pelos poderes públicos, daí o envolvimento deste com as drogas, o aumento da violência, da falta de políticas de reparação, da falta de oportunidades", encerrou Bacelar.
Fonte: Walcordeiro
Segundo Bacelar, são cerca de mil assassinatos nos primeiros quatro meses de 2010, quase quatro mil no ano passado e 14 mil mortes violentas desde que o governo Jaques Wagner tomou posse.
"Em outras partes do mundo, como a região conflagrada do deserto de Darfur, no Sudão, onde árabes pastoralistas enfrentam agricultores negros, a ONU registrou três mil mortes violentas em 2009, vítimas de uma guerra que levou o presidente do país, Omar Al Bashir a ser indiciado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra, contra a humanidade e genocídio".
"Na Bahia, temos uma média de quatro mil assassinatos por ano e a assombrosa cifra de 14 mil assassinatos nos três anos e quatro meses do governo Jaques Wagner e nada acontece para reverter esse números. Só no último final de semana foram 12 assassinatos de jovens de idades variando dos 17 aos 29 anos, todos negros e moradores de áreas periféricas", protestou Bacelar.
Segundo o deputado, são vítimas que vão engordar as estatísticas do Mapa da Violência 2010 - Anatomia dos Homicídios no Brasil, do Instituto Sangari, que revela de 92% dos homicídios são de homens, a maioria - cerca de 40% das mortes - são de jovens com idades variando entre 15 e 24 anos, negros, pobres e de baixo índice educacional.
"Morrem proporcionalmente duas vezes mais negros do que brancos. Enquanto não houver uma solução para os problemas do jovem, não haverá solução para o problema da violência. E uma dessas soluções passaria pela educação".
"Estão matando os nossos jovens e o governo, ineficiente na área de Segurança Pública, nada faz sequer para minimizar os efeitos da violência, quanto mais na preservação dos jovens. Não há programa eficiente de educação, de lazer, de formação e qualificação profissional do jovem sobretudo carente, não há emprego, não há respeito".
"Não há o que o jovem fazer nas periferias abandonadas pelos poderes públicos, daí o envolvimento deste com as drogas, o aumento da violência, da falta de políticas de reparação, da falta de oportunidades", encerrou Bacelar.
Fonte: Walcordeiro
Homicídios no Brasil se concentram em homens, jovens, negros e pobres
30/03/2010 - 17h17
Homicídios no Brasil se concentram em homens, jovens, negros e pobres
Publicidade da Agência Brasil
Homens com idade entre 15 e 24 anos, negros e pobres são as maiores vítimas de violência no Brasil. A conclusão consta do estudo Mapa da Violência 2010 - Anatomia dos Homicídios no Brasil divulgado nesta terça-feira em São Paulo pelo Instituto Sangari, que analisa dados coletados entre os anos de 1997 e 2007.
Homicídio cai nas capitais e aumenta no interior
Segundo o estudo, em mais de 92% dos casos de homicídio no Brasil as vítimas são homens. Em 2007, por exemplo, para cada mulher vítima de homicídio no país, morreram 12 homens. Neste mesmo ano, faleceram 3.772 mulheres e 43.886 homens.
Os maiores índices de mortes violentas também estão concentrados na população jovem, entre 15 e 24 anos. Só no ano de 2007 mais de 17,4 mil jovens foram assassinados no Brasil, o que representou 36,6% do total ocorrido no país.
O Estado que apresentou o maior crescimento na taxa de assassinatos de jovens entre 1997 e 2007 foi Alagoas, que passou de 170 mortes em 1997 para 763 mortes dez anos depois (crescimento de 348,8%). Por outro lado, São Paulo foi o estado que apresentou a maior queda (-60,6%), passando de 4.682 mortes em 1997 para 1.846 óbitos em 2007.
As maiores vítimas de violência no país também são os negros. Morrem proporcionalmente duas vezes mais negros do que brancos no Brasil. Enquanto o número de vítimas brancas caiu de 18.852 para 14.308 entre os anos de 2002 e 2007, o de negros cresceu de 26.915 para 30.193.
"Temos um personagem das vítimas que coincide no Brasil com quem os vitima. Vítimas e algozes compartilham da mesma estrutura. Quem é esse nosso personagem? É um jovem entre 15 e 24 anos, provavelmente na faixa de 20 a 23 [anos], morador de periferia urbana, pobre, de baixo índice educacional, homem, e que, por motivos culturais, fúteis e banais, mata o outro", explicou o pesquisador e sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, do Instituto Sangari.
Segundo ele, a história de violência no Brasil é demonstrada pela matança de sua juventude e pode ser explicada por um aspecto cultural. "[A matança de jovens] não é natural porque em metade dos países do mundo a taxa é de menos de um homicídio para cada 100 mil jovens. E nós temos 50. Ou seja, é cultural. Se fosse natural teria que estar em todos os países do mundo", afirmou.
De acordo com Waiselfisz, enquanto não houver uma solução para os problemas do jovem no Brasil, não haverá solução para o problema da violência. E uma dessas soluções, segundo ele, passaria pela educação. "Pela dimensão continental, penso que a nossa estratégia é notadamente educacional. A escola tem um papel muito grande, primeiro porque a própria escola é um foco de violência. E essa violência está, nesse momento, desestimulando os estudos", disse ele.
Homicídios no Brasil se concentram em homens, jovens, negros e pobres
Publicidade da Agência Brasil
Homens com idade entre 15 e 24 anos, negros e pobres são as maiores vítimas de violência no Brasil. A conclusão consta do estudo Mapa da Violência 2010 - Anatomia dos Homicídios no Brasil divulgado nesta terça-feira em São Paulo pelo Instituto Sangari, que analisa dados coletados entre os anos de 1997 e 2007.
Homicídio cai nas capitais e aumenta no interior
Segundo o estudo, em mais de 92% dos casos de homicídio no Brasil as vítimas são homens. Em 2007, por exemplo, para cada mulher vítima de homicídio no país, morreram 12 homens. Neste mesmo ano, faleceram 3.772 mulheres e 43.886 homens.
Os maiores índices de mortes violentas também estão concentrados na população jovem, entre 15 e 24 anos. Só no ano de 2007 mais de 17,4 mil jovens foram assassinados no Brasil, o que representou 36,6% do total ocorrido no país.
O Estado que apresentou o maior crescimento na taxa de assassinatos de jovens entre 1997 e 2007 foi Alagoas, que passou de 170 mortes em 1997 para 763 mortes dez anos depois (crescimento de 348,8%). Por outro lado, São Paulo foi o estado que apresentou a maior queda (-60,6%), passando de 4.682 mortes em 1997 para 1.846 óbitos em 2007.
As maiores vítimas de violência no país também são os negros. Morrem proporcionalmente duas vezes mais negros do que brancos no Brasil. Enquanto o número de vítimas brancas caiu de 18.852 para 14.308 entre os anos de 2002 e 2007, o de negros cresceu de 26.915 para 30.193.
"Temos um personagem das vítimas que coincide no Brasil com quem os vitima. Vítimas e algozes compartilham da mesma estrutura. Quem é esse nosso personagem? É um jovem entre 15 e 24 anos, provavelmente na faixa de 20 a 23 [anos], morador de periferia urbana, pobre, de baixo índice educacional, homem, e que, por motivos culturais, fúteis e banais, mata o outro", explicou o pesquisador e sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, do Instituto Sangari.
Segundo ele, a história de violência no Brasil é demonstrada pela matança de sua juventude e pode ser explicada por um aspecto cultural. "[A matança de jovens] não é natural porque em metade dos países do mundo a taxa é de menos de um homicídio para cada 100 mil jovens. E nós temos 50. Ou seja, é cultural. Se fosse natural teria que estar em todos os países do mundo", afirmou.
De acordo com Waiselfisz, enquanto não houver uma solução para os problemas do jovem no Brasil, não haverá solução para o problema da violência. E uma dessas soluções, segundo ele, passaria pela educação. "Pela dimensão continental, penso que a nossa estratégia é notadamente educacional. A escola tem um papel muito grande, primeiro porque a própria escola é um foco de violência. E essa violência está, nesse momento, desestimulando os estudos", disse ele.
Alta na mortaçidade de jovens negrros
Em Alagoas, 39 moradores de rua assassinados em 2010; Bahia registra violência contra jovens negros.
08/01 às 20h17 Odilon Rios; Agência A Tarde
MACEIÓ e SALVADOR - Só no ano passado, 39 moradores de rua foram assassinados em Alagoas, e os crimes ainda não foram esclarecidos. Depois da pressão do Ministério Público Estadual, da Polícia Civil e da imprensa, desde dezembro de 2010 não foi registrada qualquer morte.
- O dono de uma sorveteria ameaçou um morador em dezembro. Disse que ele não ficaria vivo. O ameaçado procurou o Ministério Público. Chamamos a imprensa. O dono da sorveteria voltou atrás, chamou o morador de louco. A pressão ajudou - disse o promotor da área de Direitos Humanos do MP, Flávio Gomes da Costa.
Segundo ele, seis pessoas foram presas, acusadas pelos crimes, e não ficou constatada a ação de grupos de execução. Costa cobra compromisso dos gestores com populações de rua.
A polícia descarta crimes de execução. Acredita em "ações isoladas" ou brigas por causa de drogas. Em 83% dos casos, segundo o delegado-geral adjunto, José Edson, as vítimas tinham envolvimento com drogas.
A maioria dos moradores de rua perambula pela área nobre da capital alagoana. Os dados chamaram a atenção porque Maceió está, desde 2007, à frente da estatística nacional de homicídios, segundo o Mapa da Violência do Instituto Sangari.
- A explicação deve vir da investigação. Existem ou não grupos de extermínio? Depois da divulgação, os assassinatos pararam. A polícia alega que os moradores eram envolvidos com drogas, mas eles não deixaram de ser gente. Tem que existir apuração - diz o presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Everaldo Patriota.
Na Bahia, aberto inquérito para investigar grupos de extermínio
Em Salvador, a Procuradoria da República na Bahia (PR-BA) instaurou inquérito civil público para investigar a atuação de grupos de extermínio, com suspeita de envolvimento de policiais militares.
Não há estatísticas oficiais sobre assassinatos cometidos por grupos de extermínio na Bahia. Mas integrantes do Movimento Negro Unificado (MNU) denunciam a matança de jovens negros promovida por esquadrões da morte. O escritor Hamilton Borges Walê, coordenador da campanha Reaja ou Será Morto, responsabiliza o governador Jaques Wagner, por ter extinguido o Grupo Especial de Repressão a Crimes de Extermínio (Gerce), e diz que o secretário de Segurança, César Nunes, faz apologia à matança.
O secretário rebate:
- Investigamos todos os homicídios, inclusive os praticados por grupos de extermínio, com a participação de policiais ou de qualquer outra pessoa - diz Nunes, alegando que o grupo foi extinto porque não estava dando resultados.
08/01 às 20h17 Odilon Rios; Agência A Tarde
MACEIÓ e SALVADOR - Só no ano passado, 39 moradores de rua foram assassinados em Alagoas, e os crimes ainda não foram esclarecidos. Depois da pressão do Ministério Público Estadual, da Polícia Civil e da imprensa, desde dezembro de 2010 não foi registrada qualquer morte.
- O dono de uma sorveteria ameaçou um morador em dezembro. Disse que ele não ficaria vivo. O ameaçado procurou o Ministério Público. Chamamos a imprensa. O dono da sorveteria voltou atrás, chamou o morador de louco. A pressão ajudou - disse o promotor da área de Direitos Humanos do MP, Flávio Gomes da Costa.
Segundo ele, seis pessoas foram presas, acusadas pelos crimes, e não ficou constatada a ação de grupos de execução. Costa cobra compromisso dos gestores com populações de rua.
A polícia descarta crimes de execução. Acredita em "ações isoladas" ou brigas por causa de drogas. Em 83% dos casos, segundo o delegado-geral adjunto, José Edson, as vítimas tinham envolvimento com drogas.
A maioria dos moradores de rua perambula pela área nobre da capital alagoana. Os dados chamaram a atenção porque Maceió está, desde 2007, à frente da estatística nacional de homicídios, segundo o Mapa da Violência do Instituto Sangari.
- A explicação deve vir da investigação. Existem ou não grupos de extermínio? Depois da divulgação, os assassinatos pararam. A polícia alega que os moradores eram envolvidos com drogas, mas eles não deixaram de ser gente. Tem que existir apuração - diz o presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Everaldo Patriota.
Na Bahia, aberto inquérito para investigar grupos de extermínio
Em Salvador, a Procuradoria da República na Bahia (PR-BA) instaurou inquérito civil público para investigar a atuação de grupos de extermínio, com suspeita de envolvimento de policiais militares.
Não há estatísticas oficiais sobre assassinatos cometidos por grupos de extermínio na Bahia. Mas integrantes do Movimento Negro Unificado (MNU) denunciam a matança de jovens negros promovida por esquadrões da morte. O escritor Hamilton Borges Walê, coordenador da campanha Reaja ou Será Morto, responsabiliza o governador Jaques Wagner, por ter extinguido o Grupo Especial de Repressão a Crimes de Extermínio (Gerce), e diz que o secretário de Segurança, César Nunes, faz apologia à matança.
O secretário rebate:
- Investigamos todos os homicídios, inclusive os praticados por grupos de extermínio, com a participação de policiais ou de qualquer outra pessoa - diz Nunes, alegando que o grupo foi extinto porque não estava dando resultados.
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